domingo, 6 de abril de 2008

Liberdade de imprensa - Por Zé carlos

Em um país democrático não há nada mais importante do que a liberdade, principalmente á dos jornais, revistas e televisão.

Na edição do Jornal Nacional do dia 19/03, a reportagem que fala sobre CPI dos cartões corporativos, o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, responsável pelo Portal da Transparência, no momento em que fazia a sua avaliação sobre o sistema usado pelo atual governo, estranhamente (ou não) a fala do depoente foi cortada no meio da frase dando um outro entendimento ao que o ministro queria dizer.

Na reportagem exibida da TV globo, o Sr., Jorge Hage diz:

- “.....Muita coisa que se diz por aí por conta do fato de ter sido uma tapioca e não um hambúrguer ou cheesburger, eu tenho sérias suspeitas de que nós vamos encontrar por aí algo muito além de tapioca de R$ 8,00.... ”” a reportagem é encerrada.

Mas a seguir vamos observar que o ministro disse mesmo era outra coisa: vejamos o que foi publicado no portal da câmara dos deputados:

- ““.....Muita coisa que se diz por aí por conta do fato de ter sido um tapioca e não um hambúrguer ou cheesburger, eu tenho sérias suspeitas de que nós vamos encontrar por aí algo muito além de tapioca de R$ 8,00. Se há algo que mereça uma investigação mais profunda, não é o que está na Internet, que é o nosso cartão. Mas é o sistema antigo, que era transparência zero", disse Hage.

A de se ter cuidado com as informações, os grande meios de comunicação que estão na mão da direita (ou oposição) não hesitam em publicar a informação sempre a seu favor distorcendo e/ou escondendo os fatos e números quando a noticia favorece ao governo, ou até mesmo forçando uma situação como pesquisa favorável a um terceiro mandato consecutivo do presidente Lula.

Os gastos com cartões corporativos serão investigados por uma CPI mista no Congresso Nacional. Governo e oposição chegaram a um acordo e decidiram investigar os gastos de 1998, quando FHC era o presidente, até agora. Hage diz não temer investigações sobre os gastos secretos do Palácio do Planalto.

"Se a imprensa pretender abrir gastos que são protegidos por sigilo e que, são gastos relativos à alimentação, compra de alimentos e de bebidas para os Palácios, eu não teria o menor receio da comparação dos hábitos alimentares, digamos assim, dos dirigentes atuais do país quando comparados com os dos dirigentes anteriores que nós tivemos", afirmou.

Portanto, a de se ter muito cuidado com o que lemos, escrevemos ou ouvimos.

A propósito, O Ministro dos Esportes não cometeu crime algum ao comprar uma tapioca com o cartão corporativo, além é claro da picuinha da oposição, a compra foi em Brasília, se fosse em outro lugar, não teria nenhum problema.

Pesquisa: Jornal Nacional, Portal do PT, Portal da câmara dos deputados.


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